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Enlatados ganham espaço no consumo brasileiro
Praticidade e durabilidade impulsionam mercado de enlatados, fortalecendo agroindústria e movimentando bilhões na economia nacional
Por Redação Portal na Hora
Publicado em 17/02/2026 09:14
Economia
Reprodução/Internet

O consumo de produtos enlatados no Brasil tem crescido de forma consistente, impulsionado pela busca por praticidade e pela mudança nos hábitos alimentares das novas gerações. Jovens da chamada Geração Z, em especial, têm demonstrado maior adesão a alimentos prontos e de longa duração, o que contribui para a expansão desse segmento. Entre os itens mais procurados estão pescados, como atum e sardinha, além de vegetais como milho e ervilha, que se tornaram presença constante nas prateleiras e nas mesas brasileiras.

Os principais fabricantes nacionais têm papel decisivo nesse avanço. Marcas tradicionais como Coqueiro, ligada ao grupo Camil, dominam o mercado de pescados, enquanto empresas como Ting Indústria de Alimentos em Conserva se destacam na produção de cogumelos. Além delas, companhias voltadas ao setor de embalagens, como Valgroup e CBE, sustentam a cadeia produtiva, garantindo que o produto chegue ao consumidor com qualidade e segurança.

O consumo, embora presente em todo o país, é mais intenso nas regiões Sudeste e Sul, onde a urbanização e a renda mais elevada favorecem a compra de alimentos industrializados. Nessas áreas, o ritmo acelerado da vida urbana e a busca por soluções rápidas para a alimentação cotidiana tornam os enlatados uma escolha prática e acessível.

Entre as vantagens, destacam-se a durabilidade e a facilidade de armazenamento, já que os enlatados dispensam refrigeração e podem ser consumidos em diferentes momentos. O processo de esterilização garante segurança alimentar, eliminando microrganismos e preservando nutrientes. Além disso, o preço competitivo e a disponibilidade fora da safra tornam esses produtos uma alternativa viável para diferentes perfis de consumidores.

Na agroindústria, os enlatados desempenham papel estratégico. Ao transformar matérias-primas agrícolas em produtos de maior valor agregado, reduzem perdas pós-colheita e ampliam a oferta de alimentos durante todo o ano. Essa integração fortalece o setor, que responde por uma fatia significativa do PIB brasileiro e se beneficia da diversificação de produtos industrializados.

Do ponto de vista econômico, o mercado de enlatados movimenta bilhões de reais anualmente, com impacto direto no setor de embalagens e alimentos. Estimativas apontam que apenas o segmento de latas de aço para alimentos gera mais de R$ 6 bilhões por ano, consolidando-se como um elo vital da cadeia produtiva. Assim, os enlatados não apenas atendem às necessidades do consumidor moderno, mas também sustentam a engrenagem da agroindústria e da economia nacional.

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